quarta-feira, 30 de abril de 2008

Dood aan de monarchie



Les Boners



Habitantes de Lisboa

Beirute


[desafio: encontre a bicicleta corde rosa]

Caros leitores: onde foram captadas estas imagens?

O Mundo era Verde

terça-feira, 29 de abril de 2008

Nova Iorque e o Futuro

Agora é Nova Iorque que decide tornar-se uma cidade ciclável. O novo plano estratégio do Departamento de Transportes da cidade define:

- no próximo ano, a implementação de 350 Kms de ciclovias, pelo menos 24 dos quais fisicamente resguardadas;
- dentro de 3 anos, a contrução 5000 estacionamentos para bicicletas;
- duplicar o número de ciclistas diários na Grande Maçã para 200 mil.

fonte: TreeHugger

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Sectária, folclórica e contra-producente

ilustração
Nem me apetece falar da manifestação anti-autoritária desta sexta.

O Dono do MNAA

O dono do Museu Nacional de Arte Antiga comentou este blogue. Não se tendo identificado, terei que assumir que se trata de um fantasma do Conde de Alvor (mê vezinhe, mó...)

Ora, o Conde de Alvor, ao que parece, não se importa que estacionem toneladas de lata nos passeios do seu museu, nem no seu jardim. Também não se importa com o lixo que ali acumula, muito menos com as enormes e garridas pinturas de publicidade ao banco Millenium nas paredes mais visíveis da sua casa. Também não se importa que o seu miradoiro só esteja aberto quando é para funcionar como bar de shots, e que o forrem com umas faixas cor de laranja berrantes para anunciar à betalhada da lapa para ir aparecendo.

Tudo isto o Conde de Alvor suporta. Não pode é deixar passar um apelo naïf à liberdade, borrado numa lateral da sua casa.

Expresso Qualidade

[...]

- Tens que de juntar a uma jota, há montes de vantagens. Podes vir para a associação e tens direito a época especial. E depois tens os jantares, fazes amigos e nem precisas de fazer nada.
- Mas quê, JS, JSD? eu acho isso uma hipocrisia.
- Já tens idade para veres que o mundo é feito de hipocrisia. O melhor é a JSD que as quotas são mais baixas que na JS.
- Epá a jota do psd?
- Então queres o quê, vais prós comunistas?
- Não, também não porque acho que isso é uma utopia.

[...]

(foi neste Expresso Qualidade que bisbilhotei esta conversa)

Autocarro 745

A ganza corta o efeito do álcool. Sabes como é que eu sei? Escola Prática da P.S.P. Ainda no outro dia deitei abaixo uma garrafa de vodka, fumei um pica e fui soprar o balão: zero ponto zero zero. Mas a máquina do contra-teste já não engana.
Foi fodido entrar? Para as forças de segurança há uma coisa essencial: o factor C. Eu mesmo com 3 anos de rangers e passando pelo Iraque, tive que falar com o meu tio que é intendente.
Mas aquilo é fixe, ainda na semana passada estive a fazer rapél australiano naquele edifício ali, perto do campo pequeno, às tantas da manhã. Ando a treinar para ver se entro numa força nova dos góis. Tipo "tropa de elite" , viste o filme? Vai ser uma cena mesmo para o tráfico de droga, os góis normais vão ficar mais para manifestações, cenas de encontros internacionais e assim. Digo-te uma coisa, quem traficar droga, digo-te ... meu amigo ...
É normal não teres ouvido falar, eles tentam não dar muita bandeira.

Acrobata

Elmano Luminoso prometeu
acrobacias aéreas de assombrar.
Deu-nos fumaceira
e proselitismo militar.

sexta-feira, 25 de abril de 2008

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Nostalgia

O artigo anterior fez-me lembrar um femómeno bonito que começava a acontecer nesta altura, em dias como o de hoje, na praia da Rocha: surgiam amontoados de bicicletas na praia, às dúzias, presas umas às outras.

Éramos os miúdos da secundária, a aproveitar o Sol para as pequenas peregrinações de Primavera. De bicicleta, Abril era Liberdade. De chinelos e calções, Maio era Igualdade.

Cidades portuguesas cicláveis?

A Federação Portuguesa de Cicloturismo e Utilizadores de Bicicleta (FPCUB) apresentou terça-feira dia 18 de Março, na Câmara Municipal de Lisboa (CML) uma proposta para a elaboração duma carta ciclável na cidade.

Ao mesmo tempo, a estratégia apresentada tem em conta as dificuldades financeiras que a CML atravessa, propondo medidas de fácil execução e sem grandes custos – como é a implementação de sinalização vertical e horizontal – em vez de grandes obras e investimentos, por exemplo, na construção de vias próprias para bicicletas.


Apraz-me muito saber desta notícia. E fiquei surpreendido pela positiva pelo facto de se tratar de uma proposta moderada, que tem em conta as mentalidades com que se tem que trabalhar, o urbanismo já existente, e a tipicamente lusa resistência à mudança.

Sim, há conceitos mais avançados de mobilidade urbana, como o espaço partilhado, por exemplo, mas estamos a anos luz de podermos sonhar com eles. Por agora, importante é preparar as cidades para que se permita que a vaga europeia da cultura da bicicleta como meio de transporte, a "moda da bicicleta", vingue. É um bom primeiro passo para que, daqui a 20 anos, talvez, Lisboa esteja ao nível de qualidade de mobilidade actual de cidades como Bruxelas ou Barcelona. O que já não seria nada mau, tendo em conta como estamos hoje.

Por fim, deixo uma sugestão a todos os ciclófilos activistas: invista-se no lobbying mais forte nas cidades algarvias. Para a época balnear, quando o tempo está bom e as filas de trânsito são insuportáveis, uma aposta resoluta em vias seguras para as bicicletas, e, porque não, num sistema de bicicletas públicas, teria todas as hipóteses de conquistar os corações de turistas e locais. E assim me repito: para o triunfo da bicicleta em Portugal é importantíssimo combater o estigma cultural de que sofre um veículo que até há alguns anos não era considerado decente para senhoras, e que ainda hoje simboliza miséria. Começar por onde é mais simples fazê-lo, em cidades planas e solarengas, será decerto uma boa opção.

Ps.: Outra coisa que ajudava era que, no país que é um dos maiores fabricantes de bicicletas da Europa*, se vissem à venda modelos citadinos, e não exclusivamente BTT's.
*(as famosas dezenas de milhar de bicicletas de uso público que estão a revolucionar Barcelona e Paris são fabricadas em Portugal, assim como a marca B'Twin da Decathlon).

terça-feira, 22 de abril de 2008

Como há 19 anos

No dia em que faz 19 anos que, no Terreiro do Paço, carregaram brutalmente sobre os seus colegas da PSP, os Serviços de Intervenção Rápida preparam-se para espancar os seus concidadãos no Dia da Liberdade.

segunda-feira, 21 de abril de 2008

Tibete (Nepal?)

Tens razão, Miguel, há realmente uma grande confusão relativamente à situação no Nepal, digo, Tibete ... digo ... 



O Conselheiro para Segurança Nacional da administração Bush, Stephen Hadley parece também confundir os dois. Ajudava se os media não andassem a distorcer propositadamente os factos.
Quem parece andar mais atento é, como habitualmente, o xatoo. A ler também o War Nerd, Gary Brecher, numa perspectiva histórica daquilo a que sabia a "liberdade" no Tibete feudal.

sábado, 19 de abril de 2008

Em Abril Esperanças Mil

Não percebo porque é que Abril não é unanimemente celebrado.

Aqueles que amavam e lutavam pela Liberdade, têm todas as razões para celebrar.
Aqueles que não amavam, não gostavam da Liberdade, tiveram finalmente oportunidade de fazer a tal viagem ao Brasil que andavam há tanto tempo a adiar.

Ricardo Araújo Pereira

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Edward Norton Lorenz

Faleceu Edward Norton Lorenz, aos 90 anos.

Procurou estudar o clima e descobriu que este mundo é o caos, esta vida é o caos,

caos.

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Violência Policial

Este fim de semana fiquei a saber de uma festa num grupo social da Cova da Moura em que, depois de uma confusão, alguém foi alvejado numa perna. Foi chamado o INEM, que demorou uma hora a acorrer ao local, já o ferido tinha sido transportado para o hospital. Mais tarde chegou a polícia, que entrou a disparar tiros para o ar, a fazer buscas e a exercer uma violência arrogante sobre as pessoas.

O notícia que saiu na imprensa era ipsis verbis a nota de imprensa dos assessores da PSP e era uma mentira do princípio ao fim.

A ideia subjacente a esta actuação é a da polícia juiz e executora, que ameaça aparecer e fazer estragos indiscriminados se for chamada, esperando que assim o bairro, zona, grupo, se mantenha calmo. Esta é a actuação de uma polícia que não acredita na justiça. Espera-se que ninguém se porte mal por medo da manada de animais armados a bater indiscriminadamente em tudo e em todos.

O trabalho de combate à prepotência policial tem que começar pela galvanização e criação de uma união entre os abusados dos bairros, mas também da malta da bola, associações de defesa dos direitos humanos, de uma acção também por via judicial junto dos mecanismos oficiais de salvaguarda dos direitos dos cidadãos.

A criação de verdadeiras plataformas comuns de entendimento para denúncia das arbitrariedades seria um bom começo. A mobilização da sociedade, ou pelo menos das vítimas devia ser a prioridade. Espero sinceramente que este trabalho de campo tenha sido realizado, e que estas vítimas tenham conseguido agregar estas, estas e estas para uma luta comum. Porque se não houver uma estratégia, então, lamento, mas manifestações como esta arriscam-se a passar como sectárias, folclóricas e contra-producentes.


Dito isto, aqui estão algumas sugestões que poderão ajudar a que a manifestação corra pelo melhor:

1 - Convocar alguns grupos organizados de vítimas de opressão policial que este ano já se queixaram: lembro-me da Associação Khapaz, da malta do Grémio, por exemplo, mas também os adeptos do Belenenses.

2 - Certificar a presença dos media. Fez a diferença na situação do despejo do Grémio, em que a Paula Monteiro não conseguiu inventar uma mentira que correspondesse às imagens.

3 - Envolver os partidos simpáticos à causa. Se estiverem envolvidos, é menos provável que vejamos, como foi o caso o ano passado, o Fernando Rosas a fazer um esforço maior por demarcar-se das posições dos manifestantes do que a solidarizar-se com as vítimas da violência.

4 - Definir linhas orientadoras relativamente à forma de lidar com agentes infiltrados. Lembremo-nos de como foi fácil meia dúzia de agentes à paisana criarem os distúrbios do ano passado.

5 - Garantir uma manifestação aberta, que conquiste e envolva a população dos lugares por onde passa. As caras tapadas, em manifestações como esta, não ajudam. Marchar rápido também não.

6 - Escolher um percurso que faça sentido. Não andar atrás da carrinha da polícia para se ser encurralado como da outra vez. Marche-se até ao Martim Moniz em vez do Largo Camões (já agora, que raios é que uma manif deste género vai fazer para o chiado? há lá alguém que interesse sensibilizar?)

Todo este trabalho é passível de ser feito. Há meios, há contactos, haja coragem e determinação. Se não se aprender nada com os erros do ano passado, voltaremos a ser nós com as pernas partidas e eles a rirem-se.


Jornalismo de Causas

Da reportagem que passou ontem na RTP, além do habitual alarmismo relativamente ao crime em Portugal, chocou-me particularmente:

- A promoção da violência como resposta: propaganda a escolas de Krav Maga, uma técnica de luta militar israelita que ensina a lutar sem regras nem misericórdia. A voz-off dizia "hoje em dia, quem ostenta sinais exteriores de riqueza deve estar preparado para reagir aos assaltos", um entrevistado orgulhava-se de "ter aprendido a estar sempre atento e lidar com situações complicadas".


- Promoção do músculo policial como solução: "os carjackers irão perder porque a polícia combatê-los-á até ao fim". Newsflash: quando uma pessoa decide pegar numa arma para cometer um crime, ela já perdeu.

quarta-feira, 16 de abril de 2008

Liberais Neo-Conservadores

Invasões de propriedade privada.
Expropriações.
Intervenção estatal ultra-musculada.
Imposição estatal-totalitária de moralidade.
Imiscuição estatal em negócios privados.
Ingerência na privacidade.


O post anterior dá conta de dois abomináveis casos, e a hipocrisia neoconservadora portuguesa, que tem o descaramento de se chamar liberal, não se insurge contra esta blasfémia.

Hipócritas de merda. Afinal sempre é lícito encapuzados invadirem propriedade privada. Desde que não usem rastas.

Terror Encapuzado

A PSP surgiu nos bairros ao nascer do Sol, entrando nas casas referenciadas sem pedir licença, nem dizer bom dia. Fê-lo com o arrombamento das portas, em todas as residências, embora os mandados de buscas omitissem a possibilidade de recorrerem a esse método.

Maria dos Remédios, 52 anos, foi uma das surpreendidas pela visita de polícias encapuzados. No T3 dormiam 11 pessoas, entre filhos, noras, genros e netos. Ficaram com a porta arrombada e a casa em pantanas. Nada foi apreendido.

Aconteceu o mesmo em casa de André, 15 anos. Os populares queixavam-se que até aos mais jovens eram presas as mãos com braceletes de plástico.



"Isto parece um país do terceiro mundo". A indignação, a meio da tarde de ontem, era de Carlos Santos Caria, advogado que desde as 10.00 tentava, sem êxito, contactar dois dos detidos.
A revolta de Carlos Santos Caria era partilhada por outros advogados presentes na esquadra de Benfica, onde os detidos prestaram declarações. Todos achavam estranho que o comandante os impedisse de contactar com os seus clientes.

DN




na semana anterior, no Martim Moniz:

"Entrei em pânico quando os vi de caras tapadas, como se fossem zorros, e armas apontadas às pessoas."






Quis custodiet ipsos custodes ?

sexta-feira, 11 de abril de 2008

Sob o Signo do Polvo

You know it's time to get the facts straight
You know the men behind the power
The men with all the funds
Multinationals
Bilderbergers



Oh we are everywhere
In the sign of the Octopus

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Cidade de Sadr

Cada vez se torna mais difícil perceber o que é que os ocupantes americanos querem fazer do Iraque. Neste momento apoiam um verme chamado Maliki, primeiro ministro não por ter sido eleito, mas por comandar as forças mais brutais do território - as milícias Badr, especialistas em limpeza étnicas. Estas brigadas xiitas, preparadas e treinadas pelo Irão, a quem se aliaram na primeira guerra do Golfo, agora designam-se "exército do Iraque".

Uma vantagem para os ocupadores é que as forças de Maliki não acreditam numa nação iraquiana, mas num Iraque de três nações. Será por isso que os sunitas, confinados ao seu triângulo e deixados "em paz" pelo governo, estão ao que parece resignados a trocar bofetadas com a Al Qaeda. Os massacres de Falujá parecem tê-los amansado e suponho que tenham aceite este status quo como um mal menor. O facto dos soldados americanos serem neste momento o ganha-pão de milhares de elementos das milícias sunitas também deve ajudar (fica-lhes mais barato que pagar aos mercenários da Blackwater).

Voltando ao Iraque xiita, há duas semanas, alguém decidiu levar a ordem estatal a Bassorá, uma cidade sob governo de facto do "exército Mádi", afecto ao clérigo xiita Moqtada al Sadr. Apoiadas pela aviação americana, as milícias Badr bombardearam, destruiram e pilharam, em sucessivas vagas, talvez pensando que desde o cessar fogo de Agosto de 2007 os seus rivais estariam fragilizados.

As milícias Mádi não só defenderam, com o apoio da população, o seu controlo sob a cidade, como ripostaram, fustigando a ultra-protegida zona verde a partir da Cidade de Sadr, uma zona de Bagdade com 3 milhões de habitantes.

Aflitos, com membros do seu próprio exército oficial e da polícia a desertarem para se juntarem aos insurgentes, os aliados das forças americanas tomaram a decisão de enviar comitivas ao Irão para, com a sua Guarda Revolucionária como mediadora, negociarem um novo cessar fogo. Na cidade sagrada de Qom, no Irão, reuniram-se representantes do governo iraquiano, do exército Mádi e passadas algumas horas os conflitos acabaram.


Há 20 biliões (trillions americanos) de dólares em petróleo que cada vez mais parece impossível cairem nas mãos americanas. É razoável assumir que o objectivo americano é conseguir estabelecer um governo estável e amigável que permita assegurar, se não o cumprimento do objectivo geostratégico da permanência de grandes bases militares, pelo menos a obtenção das riquezas petrolíferas através do mecanismo de saque capitalista. E há um país que iteradamente mostra ser a sua única saída para pacificar o Iraque. Em termos financeiros, saíria relativamente barato comprar a amizade persa e conseguir acesso ao petróleo iraquiano através de predação capitalista.

Mas eis que se revela a razão do lodo, onde o objectivo do saque esbarra contra uma maior prioridade: Israel. Por muito lucrativo que seja, por muito que seja a única solução para o Iraque, o Irão não pode ser tratado como um aliado, muito menos ser-lhe atribuída a responsabilidade de estabilizar um estado-satélite.

A solução americana passa então por este impasse, uma confusa ajuda militar às forças que parecerem mais fortes no extermínio das rivais, ao invés da promoção do entendimento entre elas. E prosseguir a ocupação que apesar de tudo, enquanto dura, dá enormes lucros ao complexo militar-industrial, à custa das vidas de milhões.

terça-feira, 8 de abril de 2008

O Grémio Respira

http://gremiolisbonense.blogspot.com/

O Grémio tem encontrado forças para se aguentar. Às más notícias sucedem por vezes algumas boas.

Como começou

"Se estás mais por dentro do assunto nao quererias fazer um artigo? Nós depois púnhamos no bitoque. Se sim convinha que nao ultrapassasse os tres parágrafos. Se nao der, nós faremos a referência no final desta semana ou na próxima."

Obrigado, amigos.

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Urbanismo

A imagem mostra uma zona residencial de Lisboa, chamada Quinta do Morgado. Grande parte dos edifícios foram construídos com custos controlados e eram propriedade da Cruz Vermelha. Moram nesta zona muitas pessoas com deficiência física, que se deslocam de cadeira de rodas. Os elevadores dos prédios são largos, para acomodar as necessidades especiais dos inquilinos.

Não sei porque é que foi construída uma estrada com quatro faixas numa zona residencial com muito pouco tráfego, e porque é que se sacrificou espaço de passeios para tal (repare-se no poste no lado esquerdo da imagem, que não permite passagem a carrinhos de bébé nem cadeiras de rodas). Sei que não serve os residentes, idosos, cuja maioria se desloca em transportes públicos. As faixas extra não tornam o trânsito mais nem menos fluido - trata-se de uma zona que não serve de passagem, nem tão pouco é rica em comércio e serviços. Sei, no entanto, como se torna útil todas as noites.

Como autódromo de corridas tuning.

Estrela Cadente II

Para quem não teve oportunidade de observar a dupla de estrelas cadentes, aqui está um vídeo do que poderia ter visto.

A ESA (e provavelmente a EuroNews) irão transmitir a acoplagem em directo, esta tarde, às 15:30, vale a pena assistir.

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Estrela cadente

Se hoje olhar para para Norte ao anoitecer, no horizonte às 20:18 verá uma estrela a perseguir outra. Milagre? Não. É um cargueiro espacial que encontra o seu destino. Obra do Homem. Amen.

Moqtada Al-Sadr

Este fim de semana as forças militares iraquianas, apoiadas pelos Estados Unidos, depois de uma semana a levar na boca como gente grande, negociaram a sua rendição com o Irão.

terça-feira, 1 de abril de 2008

Maio de 68

Com o aniversário que se aproxima do Maio de 68, vai andar aceso, o debate. Aqui fica o contributo do Nadir, trazido do coração da besta, com mais saudades do futuro do que do passado, como ouvi citar o Paulo Teixeira Pinto.

[Clique na imagem]


[Clique na imagem]

Quando caíram as primeiras granadas lacrimogéneas e começou a carga da bófia, senti as lágrimas correr, mas não sei francamente dizer se era do gás ou de pura alegria.

Economia

Os meus primeiros contactos com a ciência da Economia foram através dos livros do Marshall Jevons, uma espécie de detective que traçava as curvinhas de oferta e procura para resolver mistérios. Estava na altura no 9º ano (nunca agredi nenhum prof, mas nessa idade cheguei a ir a pedagógico por fazer o meu melhor para partir uma irritante sineta da escola), e a ideia com que fiquei foi que era um abuso de linguagem chamar à economia uma verdadeira ciência. A minha definição de ciência era muito estrita na altura, mas ainda hoje acho que o método científico é no mínimo muito descurado no que concerne a teorização económica. No mínimo, porque no máximo poderia dizer que economia que vejo praticada é ideologia enterrada em números e matemática pouco sustentada, uma espécie de escudo de pretensa tecnocracia usado para esconder a prática da ganância dos dilemas morais.

Adiante, parece-me que o modelo vigente, ou mais aceite hoje em dia, é de que no ponto de equilíbrio, cruzamento de duas curvinhas em gráficos que fingem ter base matemática, uma representando a oferta outra a procura, se encontra o nirvana.

O Belmiro oferece 20 cêntimos a quem o ajudar a livrar-se do plástico

O que é me faz quase sempre confusão nestes caso, é que quem defenda isso seja quem traça as curvas.