terça-feira, 23 de setembro de 2008

Manhattan

Parece que significa "Many Hills", muitos montes, que não impedem dezenas de milhar de pessoas se desloquem rapidamente de bicicleta por entre elas, uma boa parte delas em rodas fixas, sem mudanças.


Não vi por lá grandes apoios do Estado à utilização de bicicletas. Não há estacionamento público, e há poucas ciclovias. Mas também não há cá abébias aos botes. Qualquer rua tem passeios com 10 vezes a largura dos portugueses. Ninguém por lá pode dizer honestamente que se desloca mais rápido de carro do que de bicicleta ou metro. Ou talvez mesmo a pé! A ilha é vertical, quadriculada com semáforos a cada 50 metros, e constantemente engarrafada de carros.

Nos ciclistas, há garra, coragem, desenrascanço. E há uma luta de gerações e de classes nas ruas de Nova Iorque.

4 comentários:

Filipe Abrantes disse...

Na Suíça, nas médias e grandes cidades, a maioria dos prédios têm parking subterrâneo.

Em Portugal, constroem-se bairros enormes sem um único lugar subterrâneo. O resultado está à vista.

Somos os maiores!

Filipe Moura disse...

Nunca andei de bicicleta em Nova Iorque, com muita pena (vivia em Long Island).
Havias de ver uma peça lamentável que saiu em Agosto no DN sobre ciclistas em Lisboa. Tenho que escrever sobre ela uma carta ao provedor.

Pedro Fontela disse...

Se há coisa que não me convencem é a andar de bicicleta para todo o lado. Não me parece nem prático nem seguro. Acho que tanta insistência em "forçar" as pessoas a mudar de transporte é um pouco infantil. Quem trabalha n horas por dia a última coisa que quer é ainda ter que pedalar até casa.

Diogo disse...

Outra forma de nos deslocarmos rapidamente em Nova Iorque é piratear um avião comercial e passear descontraidamente pela cidade (a Força Aérea é compreensiva). Mas, atenção, que às vezes a altura dos prédios é muito enganadora.